O Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial do Governo de Minas, será transformado em um equipamento público após a 26ª edição da Casa Cor, mostra de decoração pela segunda vez sediada no espaço e que fica em cartaz até 17/10.
Com o anúncio, a intenção do governador Romeu Zema é permitir que o público conheça e usufrua do espaço, que também conta com projeto paisagístico de Burle Marx. De acordo com Zema, o palácio será voltado para receber eventos e visitação pública.
"Suponho que 99% do público que visita a Casa Cor não conhecia o Palácio das Mangabeiras antes. E penso que nada justifica alguém que está à frente de um Estado com seriíssimos problemas financeiros morar numa estrutura que onera o povo que muitas vezes passa dificuldades", afirma Zema.
O governador de Minas Gerais nunca chegou a morar no imóvel, residência oficial dos chefes do executivo. Romeu Zema reside em casa alugada e custeada com recursos próprios desde que assumiu o cargo. "Estamos colocando um equipamento público à disposição da população e não para ostentação e criação de privilégios", defende.
Economia e eficiência
A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge)administra o Palácio das Mangabeiras, por meio de convênio, desde 2019, por determinação do governador Romeu Zema, com o objetivo de implementar ações que agreguem eficiência na administração do espaço, aproveitamento do imóvel e boa gestão dos recursos públicos. A economia para o Governo do Estado, por não utilizar o local, é de R$ 3,3 milhões por ano.
Agenda permanente
Mateus Quintela, diretor de administração e finanças da Codemge, destaca que a abertura perene do espaço era uma das prioridades da atual gestão.
"O Palácio das Mangabeiras é um espaço único e relevante que, fechado, deprecia e gera despesas, além de não criar nenhum valor para a população mineira. Diversas ações estão sendo pensadas em colaboração com a Multicult e estamos muito próximos de chegar ao modelo de utilização do espaço que o valorizará, além de neutralizar despesas atuais", observa.
Quintela afirma que a ideia é promover uma agenda permanente de eventos para que, ao longo do ano, os mais diversos públicos possam usufruir do espaço.
A Multicult Promoções, organizadora da CasaCor Minas, é a atual gestora do espaço e responde pelos gastos com manutenção. A empresa promotora deste e de outros eventos atua para empreender projetos nas áreas de cultura, arquitetura, design, gastronomia e urbanismo, e iniciativas que contribuam para a preservação da memória e da identidade urbana.
Arte
O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, ressalta a iniciativa do governador de abrir espaços que serão ressignificados pelo público e pelos artistas.
"Realmente é um exemplo destinar um palácio, um palácio residencial, para uso coletivo. Nada melhor que a arte e a cultura fazendo desse uso coletivo sinal dos novos tempos", reforça.
Ainda segundo o secretário, a ação representa o início de um novo tempo para o Palácio das Mangabeiras. “Para além da Casa Cor, que o espaço possa ser cada vez mais objeto de visitação e estar cada vez mais próximo às pessoas”, projeta.
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