Minas Gerais ocupa o pódio nacional no setor de geração de energia limpa, contemplando avanços que vão além de atingir a marca histórica de mais de 2 GW em operação de fonte solar. Nova etapa de iniciativas vem do Governo de Minas , que tem atraído investimentos para o segmento e já vislumbra a previsão de construção e manutenção de 16 linhas de transmissão no território, totalizando 2.340 quilômetros, além da criação de outras seis subestações.
As iniciativas integram investimentos da ordem de R$ 12,27 bilhões (lotes um a três), para escoamento da energia gerada por fontes renováveis, dos R$ 15,3 bilhões de investimentos previstos durante o primeiro leilão de transmissão, realizado nesta quinta-feira (30/6) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na sede da B3, em São Paulo.
Eficiência e menos perda
O leilão inédito representa um grande progresso econômico para Minas Gerais, visto que reforça a rede de transmissão de energia elétrica no estado, promovendo maior eficiência no transporte de energia e minimizando perdas de carga em virtude de cabeamentos danificados. Além disso, as novas linhas de transmissão possibilitam a capacidade de conexão com grandes plantas de geração de energia elétrica ao sistema interligado nacional.
Na avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) , Fernando Passalio, o rol de iniciativas no setor de energia em Minas Gerais representa conquistas alcançadas pelo sistema econômico do Estado, que tem apostado no grande potencial para a geração de energia fotovoltaica, atraindo a instalação de empreendimentos relevantes no território mineiro por meio do programa estadual Sol de Minas.
“Energia é essencial para todos os ramos de atividade e, quando o Estado desenvolve políticas públicas, como o programa Sol de Minas, há o fortalecimento de toda uma cadeia produtiva de geração de energia fotovoltaica, promovendo a mudança gradual e efetiva para energias limpas em Minas Gerais. A iniciativa contribui para a geração de fontes que não emitem poluentes na atmosfera e produzem mínimo impacto ambiental. Além disso, a atual gestão estadual fortalece a indústria e o crescimento econômico, estabelecendo benefícios fiscais e licenciamento ambiental simplificado. Por consequência, há a expectativa de geração de mais de 31 mil empregos diretos durante o período de construção dos empreendimentos, criando oportunidade de renda para a população das cidades mineiras”, completa o gestor da pasta.

Race to zero
O valor histórico previsto no leilão da Aneel insere Minas na vanguarda para acelerar a inovação necessária para a descarbonização, uma vez que o estado é o primeiro na América Latina a aderir aoRace to Zerona COP26, em Glasgow, Escócia, em 2021.
A iniciativa oferece também a promoção do desenvolvimento sustentável no território, fomentando o escoamento de energia elétrica produzida de maneira renovável para cidadãos mineiros moradores de regiões socioeconomicamente vulneráveis de modo a promover a melhoria da qualidade de vida e o bem-estar social.
Atração de investimentos
O Governo de Minas tem se destacado na atração de investimentos. De 2019 até junho de 2022 foram atraídos R$ 236 bilhões, valor referente a 474 projetos que estão sendo instalados em 137 municípios mineiros. O montante atraído até o momentoultrapassou em 57% a meta estipulada, que era de R$ 150 bilhões para os quatro anos de gestão.
Entre os projetos, 27 são voltados à geração de energia solar fotovoltaica e eólica, sendo que alguns deles englobam diversas plantas. Os investimentos superam o valor de R$ 48 bilhões. A previsão é a de que sejam gerados mais de 4 mil empregos diretos, em mais de 50 municípios mineiros, destacando-se o maior número de projetos do setor situados na região Norte do estado.
Case Minas Gerais
Em 2020, a região Norte de Minas experimentou um crescimento exponencial no número de projetos de usinas fotovoltaicas. Com isso, constatou-se que não era viável o escoamento de potência de um montante significativo desses projetos, cuja soma atingiu cerca de 6 GW de Informações de Acesso Negadas. Em janeiro de 2021, a EPE emitiu o estudo “Expansão da Capacidade de Transmissão da Região Norte de Minas Gerais”, de forma a recomendar as instalações necessárias para aumentar a capacidade de transmissão entre a região Norte de Minas Gerais e os principais centros de carga da região Sudeste/Centro-Oeste.
Ciclo virtuoso
De acordo com a diretora de Energia da Sede-MG, Mariana Oliveira, a realização do leilão irá produzir um ciclo virtuoso no estado, atraindo investidores para a construção de novas usinas, sobretudo em matrizes de fontes renováveis de energia, a fim de expandir a geração e reter os empreendimentos do ramo elétrico já existentes em Minas Gerais.
“No caso dos empreendimentos indicados à Aneel para esse certame, estão em destaque as instalações de transmissão necessárias para aumentar a capacidade de transmissão entre a região norte de Minas Gerais e os principais centros de carga da região Sudeste. Essas instalações permitirão a conexão do potencial de geração renovável da região, bem como irão possibilitar a ampliação na capacidade de escoamento da interligação Nordeste-Sudeste”, afirma Mariana.
O primeiro leilão de transmissão de energia de 2022 tem 80% dos investimentos destinados a atender ao escoamento da geração solar. De acordo com o Atlas Solarimétrico elaborado pela Cemig, a radiação solar direta normal, em uma média diária anual, aponta que mais da metade da área de Minas Gerais é favorável a empreendimentos solares. Além disso, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as obras no estado são necessárias para escoar 6.280 MW de produção fotovoltaica até 2026, com um adicional de 2.800 MW até 2031, totalizando o escoamento de 9.080 MW em um período de dez anos.
Salto quântico
Cabe ressaltar que o novo sistema de transmissão previsto estima uma expansão de geração da ordem de 10 GW de potência, o que requer maior complexidade na operação devido à entrada cada vez maior de fontes renováveis intermitentes. Assim, novas tecnologias que chegam ao mercado de energia elétrica, principalmente de armazenamento, permitem maior integração das fontes renováveis e oferecem flexibilidade.
Leilão de Transmissão nº 1/2022
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) organiza os leilões para contratar a compra de energia elétrica por parte das concessionárias, das permissionárias e das autorizadas do serviço público de distribuição de energia elétrica por delegação e conforme as diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME). Para realizar os leilões, a Aneel conta com o apoio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esses leilões têm como objetivo contratar energia pelo menor preço possível - modicidade tarifária - e atrair investidores para construir novas usinas para expandir a geração e reter a geração existente. Estão entre os principais tipos de leilão: compra de energia elétrica e concessão de novos empreendimentos de energia elétrica.
Os vencedores
A licitação do Lote 1 foi vencida pela Consórcio Verde, formado pelas empresas Brasil Energia Fundo de Investimentos e Participações Multiestratégia [Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda.] e Cymi Construções e Participações S.A. A empresa apresentou oferta de R$ 283,3 milhões, representando um deságio de 47,34% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) prevista pela Aneel no valor de R$ 538 milhões. O investimento estimado do lote é de R$ 3,68 bilhões.
O Lote Um é composto por linhas de transmissão com de extensão de 1.269 quilômetros e de subestações com potência de 1.350 mega-volt-ampères (MVA), localizadas nos estados de Minas Gerais e São Paulo. As obras visam à expansão a capacidade de transmissão da Região Norte de Minas Gerais. A estimativa é de criação de 7.363 empregos. O prazo para conclusão do empreendimento é de 60 meses.
Os empreendimentos que compõem o Lote Dois foram arrematados pela Neoenergia S.A. O valor ofertado pela empresa foi de R$ 360 milhões representando um deságio médio de 50,33% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) inicial estabelecida pela Agência de R$ 724,7 milhões. A RAP é a receita a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão a partir da entrada em operação comercial das instalações. O investimento estimado do lote é o maior deste leilão: R$ 4,94 bilhões.
O Lote Dois demanda a construção da Subestação 500 kV Nova Ponte 3 e de linhas de transmissão com de extensão de 1.707 quilômetros nos estados de Minas Gerais e São Paulo. As instalações contribuirão para a expansão da capacidade de transmissão da região Norte de Minas Gerais. As obras devem ser concluídas em 60 meses, com estimativa de criação de 9.875 empregos diretos.
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) venceu o lote 3. A empresa apresentou oferta de R$ 286,7 milhões, representando um deságio de 46,75% em relação à Receita Anual Permitida prevista pela Agência no valor de R$ 536,6 milhões.
O Lote Três, com investimento estimado de R$ 3,65 bilhões, contém 1.139 quilômetros de linhas de transmissão e 2.250 MVA em subestações nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O empreendimento servirá para fornecimento de energia elétrica para a região Oeste do estado. A construção está prevista para 60 meses e tem previsão de 7.307 empregos diretos.
Minas Gerais Postos do Sine em Minas têm mais de 13 mil vagas disponíveis
Minas Gerais Governo de Minas prestigia comemoração pelos 90 anos do Diário do Comércio
Minas Gerais Ligação entre São João da Ponte e Capitão Enéas passa por manutenção no Norte de Minas
Minas Gerais Sistema prisional celebra parceria com 543 empresas e 15 mil custodiados trabalhando
Minas Gerais Programa de aceleração de startups do Governo de Minas otimiza serviços públicos
Minas Gerais Governo publica edital do terceiro lote do Programa de Concessões Rodoviárias Mín. 21° Máx. 29°
Mín. 19° Máx. 27°
ChuvaMín. 20° Máx. 28°
Chuva