O Triângulo Mineiro, formado por 54 cidades, tem 180 mil crianças de 3 a 11 anos de idade, segundo estimativa da Fundação João Pinheiro (FJP) . E, para vacinar esta população contra a covid-19, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) , por meio das Unidades Regionais de Saúde de Ituiutaba, Uberaba e Uberlândia estão em constante articulação com as secretarias municipais de Saúde, não apenas para entregar as vacinas, como também assessorar nas ações locais para atingir a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, que é de 90% do público-alvo com esquema vacinal completo (dose 1 e dose 2).
Segundo dados apurados no vacinômetro da SES-MG em 17/10 , cerca de 30 mil crianças ainda não iniciaram o esquema vacinal da covid-19 e 50 mil crianças estão apenas com a primeira dose, ou seja, não completaram as duas doses.
Desde que a vacinação infantil foi iniciada, há cerca de nove meses, há um esforço para conscientizar os pais sobre a importância da vacinação para a redução das hospitalizações e óbitos pela covid-19. A coordenadora da vigilância epidemiológica da Unidade Regional de Saúde de Ituiutaba, Valdimary de Souza Santos, destaca as ações que estão sendo desenvolvidas por meio da comunicação e do trabalho intersetorial nos municípios.
“À medida que as faixas etárias, com ou sem comorbidades, iam sendo contempladas, as secretarias municipais de Saúde faziam o chamamento dos grupos”, diz a coordenadora. “Agora que está aberta para o público de 3 a 11 anos, há a oportunidade da atualização do cartão durante a Campanha de Multivacinação, que encerra agora dia 24. Há também a parceria com a mídia local para orientar os pais e uso das redes sociais institucionais”, completa.
Busca ativa
Alguns municípios, como Água Comprida, cumpriram a meta, vacinando com a primeira e segunda dose o público infantil de 3 a 11 anos contra a covid-19. De acordo com a coordenadora de vigilância e atenção primária à saúde, Marinelly Peracini, a equipe faz um trabalho de busca ativa a partir do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), onde constam dados de famílias e crianças atendidas no território.
Segundo a coordenadora, “a equipe liga para as mães ou responsáveis, agendando um horário para a vacinação nas unidades e, quando após dois agendamentos a criança ainda não foi levada, a secretaria municipal de saúde aciona o Conselho Tutelar, órgão encarregado de zelar pelo bem estar de crianças e adolescentes”, explica Marinelly. “Enquanto isso, na zona rural, as enfermeiras e agentes comunitários vão a cada residência, fazenda ou rancho, realizando a imunização e aproveitando também para atualizar o calendário vacinal de toda a família. Trabalhamos também em parceria com as escolas, visando garantir as coberturas e também conscientizar a comunidade”, conclui.
Um município que está bem próximo de cumprir a meta é Romaria. Jeniel Herley Ferreira, coordenador da Atenção Primária, explica como o trabalho foi desenvolvido pela equipe de saúde por meio do Programa Saúde na Escola (PSE). “Os agentes de saúde fizeram a busca ativa por microárea e também na zona rural. As escolas também foram envolvidas, em que os pais encaminharam os cartões vacinais e já se articula o agendamento para a aplicação da dose. Para os pais que apresentavam resistência, a Saúde fez um trabalho diferenciado para explicar a segurança da vacina para as crianças. Até hoje, fizemos dois dias 'D', aos sábados, para facilitar o acesso dos pais à sala de vacina”.
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