Alexandre Kalil (PHS), empresário e ex-presidente do Atlético, é o novo prefeito de Belo Horizonte. Ele disputou o segundo turno com o deputado estadual João Leite (PSDB). Aos 57 anos, Kalil vai administrar o terceiro maior colégio eleitoral do país em sua primeira eleição. Belo-horizontino, fez faculdade de engenharia, mas largou no quarto ano para trabalhar na Erkal, empresa especializada em infraestrutura rodoviária, urbana e industrial, fundada pelo pai, Elias Kalil, e pelo tio.
Sua trajetória no esporte começou no Atlético, quando o clube montou uma equipe de voleibol. Entre 1980 e 1983, Kalil coordenou a modalidade e conseguiu títulos estaduais e metropolitanos. A partir de 1998 ele se tornou um dos homens fortes do futebol no Galo ao presidir o Conselho Deliberativo e, em 2008, assumiu a presidência do clube.
No comando do Galo, Kalil concentrou os investimentos do clube no futebol, praticamente extinguiu outros departamentos e apostou em grandes contratações, como os craques Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli, para que a equipe conquistasse títulos importantes. A estratégia deu certo e a glória veio em 2013, com a Taça Libertadores da América. A tão almejada taça, no entanto, tornou-se motivo de polêmica nesta campanha por causa de um comentário feito no dia seguinte da conquista: “Dormir com a taça é melhor do que com mulher. Ela acorda calada”, disse Kalil.
A frase, que o cartola diz ser uma brincadeira, foi usada pelo PSDB como exemplo de preconceito contra as mulheres. Como dirigente, Kalil colecionou também polêmicas e intrigas com torcedores arquirrivais, com vários ataques ao Cruzeiro. Algumas de suas falas criticando o clube rival foram usadas por adversários durante a campanha deste ano e fizeram com que o atleticano mudasse o tom com a torcida rival.
Desde o início, ele tratou de amenizar as críticas do passado e disse que espera contar também com os votos da torcida celeste. “Quero ser prefeito de cruzeirenses e atleticanos”, disse. Sua atuação como dirigente esportivo rendeu convites para que ele se filiasse a partidos políticos desde 2010, quando negou a se candidatar deputado pelo Partido Verde.
Quatro anos depois, ele aceitou disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSB, mas sua campanha durou poucas semanas. Logo após a morte do presidente da legenda – o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em agosto de 2014 – Kalil desistiu da candidatura.
Ao seu estilo, o mandatário saiu do partido reclamando dos acordos fechados internamente após a morte de Campos e detonando a classe política. “Nada nesse partido me interessa. O que me interessava caiu de avião. Nem piso no partido. Agora estou livre desta merda de política. Não vou me rebaixar a ser político”, disparou Kalil. Em março deste ano, o cartola retomou a relação com a política.
Aceitando convite do PHS para disputar a prefeitura. A legenda de pouca expressão apostou na popularidade de Kalil para atrair eleitores e conseguiu eleger quatro vereadores, se tornando uma das mais fortes na Câmara de BH. O ex-mandatário do Atlético, no entanto, mantém uma relação ambígua com a política e diz que não faz planos futuros ou se vai tentar a reeleição: “Vou tentar a reeleição se for bem, porque se for uma merda de prefeito, quem é que vai querer me reeleger?”.
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